VALORININTELIGÊNCIA PATRIMONIALSimularFAZER DIAGNÓSTICO
CRÉDITO SEM COMPLICAÇÃO

Entenda o contrato.
Compare o custo.

A parcela é uma parte da decisão. Documento, modalidade, custos e momento de acesso ao recurso também precisam fazer sentido para o seu objetivo.

COMPARATIVO EM VÍDEO · 1MIN50S

Imóvel de R$ 300 mil: financiamento ou consórcio?

Veja os gráficos de parcelas e custos e entenda juros, taxa de administração, reajustes e contemplação.

Simulação educativa com taxas hipotéticas: R$ 60 mil próprios, R$ 240 mil de crédito e 240 meses. Os totais base não incluem reajustes, seguros e despesas de compra. A contemplação não tem data garantida.

Ler a comparação e as premissas

No financiamento SAC, com juros hipotéticos de 0,8% ao mês sobre o saldo, a prestação cai de R$ 2.920 para R$ 1.008. O total com entrada é R$ 531.360, antes de correção do saldo, seguros e demais despesas. Não representa o CET de uma oferta real.

No consórcio, a hipótese é de administração de 20% no plano inteiro e reserva de 2%, sobre uma carta de R$ 240 mil. A prestação base é R$ 1.220. Com R$ 60 mil próprios para complementar a compra, o total base é R$ 352.800, sem reajustes, seguros e despesas da aquisição. Eventual saldo da reserva pode ser devolvido conforme o contrato.

Se a prestação do consórcio aumentar 4% a cada ano, a partir do mês 13, o total nominal desse exemplo chega a R$ 495.951. Esse índice é uma hipótese matemática, não uma previsão. O preço futuro do imóvel também pode mudar.

Juros remuneram o crédito utilizado. A taxa de administração paga a gestão do grupo. Uma taxa total do plano não equivale a uma taxa anual de juros. Ausência de juros de financiamento não significa ausência de custos.

No financiamento, a compra depende de aprovação e contratação. No consórcio, depende da contemplação por sorteio ou lance e das condições para usar o crédito. Neste exemplo, os R$ 60 mil complementam a compra e não são um lance.

Os valores são somas nominais, sem desconto a valor presente. Considere aluguel durante a espera, correções, seguros, despesas de compra e custo de oportunidade. Compare o CET do financiamento e todas as condições do consórcio antes de decidir.

01 / O DOCUMENTO

O que é CCB?

CCB significa Cédula de Crédito Bancário. Prevista na Lei 10.931/2004, ela é um título emitido em favor de uma instituição financeira para representar uma obrigação de pagamento decorrente de uma operação de crédito. A lei também lhe atribui natureza de título executivo extrajudicial.

CCB não é uma modalidade de consórcio nem sinônimo de todo financiamento. Ao analisar esse documento, identifique valor, prazo, encargos, garantias e consequências do descumprimento. A natureza da operação deve ser confirmada no contrato.

02 / DUAS FORMAS DE VIABILIZAR UMA AQUISIÇÃO

Financiamento e consórcio.

Financiamento

A instituição concede crédito, sujeito à aprovação e às condições contratadas. O saldo é pago ao longo do prazo, com juros e outros custos da operação.

  • Compare o CET, o sistema de amortização e eventuais indexadores.
  • Confirme entrada, garantias, seguros e despesas da aquisição.
  • No SAC, a amortização é constante; encargos e indexação podem alterar o comportamento das prestações.

Consórcio

A Lei 11.795/2008 trata da aquisição por autofinanciamento em grupo. O acesso ao crédito depende de contemplação por sorteio ou lance, além das exigências para a utilização.

  • A taxa de administração remunera a gestão do grupo.
  • Considere fundo de reserva, seguro, reajustes e demais valores previstos.
  • O momento da contemplação não pode ser prometido em uma data escolhida.
03 / COMPARE NA MESMA BASE

Juros e taxa de administração não são equivalentes.

Os juros remuneram o crédito utilizado. A taxa de administração tem outra finalidade: remunerar a administradora do consórcio. Ausência de juros de financiamento não significa ausência de custos.

Uma taxa total do plano não pode ser comparada diretamente com uma taxa anual de juros.

Compare valores em reais, prazos, reajustes, fluxo de pagamentos e momento de acesso ao recurso. Considere também o aluguel durante a espera e a reserva que permanecerá disponível.

Para o financiamento, o Custo Efetivo Total reúne encargos e despesas considerados na operação. Ainda assim, confirme separadamente indexadores variáveis e os custos de aquisição do imóvel.

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Fontes para consulta

Lei 10.931/2004 — Cédula de Crédito Bancário, arts. 26 a 29 ↗Lei 11.795/2008 — Sistema de Consórcios ↗Banco Central — taxa de administração e juros ↗Banco Central — Custo Efetivo Total ↗
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